Cartões de emergência
Informe o peso e veja todas as doses do protocolo já calculadas, com o volume da apresentação e a vazão da diluição padrão. Toda dose vem da base de fármacos, com a fonte.
Adulto
- Parada cardiorrespiratória — adultoDesfibrilação, adrenalina e antiarrítmicos com as doses da base, já em mg e mL para o peso informado. Compressões de alta qualidade, ventilação e busca das causas reversíveis continuam sendo a prioridade.
- Anafilaxia — adultoAdrenalina intramuscular na coxa é o tratamento de primeira linha e não deve atrasar por nenhuma outra medida. A infusão contínua fica para os casos refratários a 2–3 doses IM.
- Intubação em sequência rápida — adultoIndutor e bloqueador neuromuscular pelo peso, com o volume da apresentação, e as vazões iniciais de sedoanalgesia para depois do tubo. A escolha do indutor depende da hemodinâmica; pré-oxigenação e plano para via aérea difícil vêm antes de qualquer droga.
- Choque séptico — vasopressores e inotrópico (adulto)Vazão inicial em mL/h, para o peso, nas diluições padrão de cada droga. Noradrenalina é a primeira linha; vasopressina entra quando a noradrenalina chega a 0,25–0,5 mcg/kg/min; adrenalina é a terceira linha; dobutamina só na disfunção miocárdica com hipoperfusão.
- Estado de mal epiléptico — adultoLinha do tempo da AES 2016: benzodiazepínico entre 5 e 20 min, segunda terapia entre 20 e 40 min. Diazepam EV, midazolam IM e fenitoína com volume da ampola e da diluição pelo peso.
- Intoxicações — antídotos de emergência (adulto)Antídotos da base com dose e volume pelo peso: naloxona (opioides), flumazenil (benzodiazepínicos, com cautela), gluconato de cálcio (bloqueadores de canal de cálcio) e bicarbonato (bloqueadores do canal de sódio). Suporte ventilatório vem antes de qualquer antídoto.
- Hipercalemia grave — adultoProteger o miocárdio com cálcio, deslocar o potássio para dentro da célula com insulina-glicose e salbutamol, e tratar a causa. Cálcio, insulina e bicarbonato vêm da base com volume calculado; o salbutamol vem da diretriz UKKA 2023 como texto.
- Trombólise — AVC isquêmico, infarto e embolia pulmonar (adulto)Alteplase e tenecteplase com dose e volume pelo peso, na solução reconstituída (1 mg/mL e 5 mg/mL). Trombólise é tempo-dependente e só depois de checar as contraindicações.
- Síndrome coronariana aguda — adjuvantes EV (adulto)Nitroglicerina em infusão, betabloqueio EV e anticoagulação com heparina, com vazão e volume pelo peso. Antiagregação (AAS, inibidor de P2Y12) e a decisão de reperfusão seguem o protocolo institucional.
- Emergência hipertensiva — adultoVasodilatadores e betabloqueador EV da base com a vazão inicial para o peso. A escolha depende do órgão-alvo (síndrome coronariana, edema agudo de pulmão, dissecção de aorta, encefalopatia). Labetalol e hidralazina ainda não estão na base.
- Pré-eclâmpsia grave e eclâmpsia — sulfato de magnésioDose de ataque e vazão de manutenção do sulfato de magnésio nas diluições padrão, com o antídoto ao lado. Doses fixas, sem peso.
- Heparina não fracionada EV — TEV e síndrome coronarianaBolus em UI e mL do frasco de 5.000 UI/mL e vazão inicial em mL/h na solução de 25.000 UI em 250 mL (100 UI/mL), pelo peso. O ajuste depois segue o nomograma institucional pelo TTPa.
- Sedoanalgesia contínua em UTI — doses iniciais (adulto)Bolus e vazão inicial de cada droga nas diluições padrão, pelo peso. Analgesia primeiro, sedação leve como alvo, propofol ou dexmedetomidina antes de benzodiazepínico (PADIS 2018).
Pediátrico
- Parada cardiorrespiratória — pediátricoEnergia do choque, adrenalina e amiodarona pelo peso, com o volume da solução 1:10.000 e da ampola. Sem o peso medido, estime pela idade e confira com a fita de emergência da unidade.
- Anafilaxia — pediátricoAdrenalina intramuscular na coxa, pelo peso, com o volume da ampola de 1 mg/mL. Repetir se não houver resposta; a infusão contínua em criança não está na base e segue o protocolo institucional.
- Intubação em sequência rápida — pediátricoIndutor e bloqueador neuromuscular pelo peso, com o volume da apresentação, e a vazão inicial de midazolam para depois do tubo. A base ainda não traz cetamina nem fentanil pediátricos, nem dose pediátrica de rocurônio para sequência rápida.
- Estado de mal epiléptico — pediátricoLinha do tempo da AES 2016 aplicada à criança: diazepam EV pelo peso (máx. 10 mg), midazolam IM 5 mg entre 13 e 40 kg, fenitoína 10–15 mg/kg diluída em SF com filtro.