Perigo: Causa paralisia da musculatura respiratória: ventilação de suporte obrigatória até a recuperação da respiração espontânea, sempre com sedação e analgesia adequadas; a administração acidental leva a parada respiratória e morte — conferir o frasco, rotular a seringa e comunicar a dose (bula).
Atenção: Medicamento potencialmente perigoso (ISMP Brasil — bloqueadores neuromusculares).
Atenção: Uso prolongado em UTI: paralisia prolongada, fraqueza e miopatia, sobretudo com corticosteroides — usar pelo menor tempo possível, monitorar a transmissão neuromuscular (TOF) e individualizar a dose (bula). Ação prolongada em insuficiência renal, doença hepática ou biliar, idosos, hipotermia, hipocalemia, hipermagnesemia, hipocalcemia, hipoproteinemia, acidose, desidratação e caquexia; miastenia gravis e outras doenças neuromusculares alteram muito a resposta; queimados desenvolvem resistência (bula).
Atenção: Anafilaxia, com reatividade cruzada entre bloqueadores neuromusculares (bula). Reversão: sugamadex (rotina, ou imediata 3 min após a dose) ou neostigmina, piridostigmina ou edrofônio ao reaparecer T2; extubar só após recuperação suficiente; maior risco de bloqueio residual em pacientes com 65 anos ou mais (bula).
Atenção: Potencializam o bloqueio: anestésicos inalatórios, aminoglicosídeos, polipeptídeos, lincosamidas, acilaminopenicilinas, sais de magnésio, bloqueadores de canal de cálcio, lítio, lidocaína EV, bupivacaína epidural, quinidina, diuréticos e fenitoína aguda; após suxametônio, aguardar a recuperação clínica antes do rocurônio. Fenitoína ou carbamazepina crônicas reduzem o efeito (bula).
Informação: Conservar a 2–8 °C, protegido da luz; Esmeron pode ficar fora da geladeira (até 30 °C) por no máximo 3 meses; Rocuron, entre 8 e 30 °C por até 4 semanas (bula). Rocuron contém 2,305 mg/mL de sódio. Lavar a linha com SF 0,9% entre o rocurônio e fármacos incompatíveis (bula).