RivieraMedex

Dobutamina

alta vigilância

Inotrópico (agonista beta-1 adrenérgico)

Também: Cloridrato de dobutamina, Dobutrex, Dobuta

Alertas3 de atenção1 de informaçãotoque para ler
Atenção: Incompatível com soluções alcalinas: não misturar com bicarbonato de sódio 5%. Também incompatível na mesma solução com hidrocortisona, cefazolina, cefamandol, cefalotina, penicilina, ácido etacrínico, heparina sódica e diluentes com bissulfito de sódio ou etanol (bula).
Atenção: Monitorar continuamente PA, frequência cardíaca, ECG e velocidade de infusão (bula). Pode exacerbar taquiarritmias e fibrilação ventricular; PA < 70 mmHg sem aumento da pressão de enchimento sugere hipovolemia, que deve ser corrigida antes.
Atenção: Medicamento potencialmente perigoso (ISMP Brasil 2019 — classes dos inotrópicos endovenosos, exemplificada por milrinona, deslanosídeo e levosimendana, e dos agonistas adrenérgicos endovenosos): dupla checagem de dose, concentração e programação da bomba.
Informação: A solução diluída pode adquirir cor rósea (leve oxidação) sem perda de potência dentro do prazo de estabilidade (bula).

Indicações e doses

Suporte inotrópico no baixo débito cardíaco (inclusive choque séptico com disfunção miocárdica)

Adulto

Dose: 2,5 mcg/kg/min inicial · faixa 2,5–20 · máx. usual 40

Detalhes e fontes

Bula: iniciar com 2,5 mcg/kg/min e titular a intervalos de alguns minutos pela resposta; a maioria dos pacientes fica entre 2,5 e 10 mcg/kg/min; frequentemente até 20; doses de até 40 mcg/kg/min foram relatadas em raras ocasiões. Por isso a faixa usual do app vai até 20 (alerta acima disso) e a dose máxima é 40 (perigo acima disso), os dois limites da bula. A experiência em ensaios controlados não ultrapassa 48 h. SSC 2021 (rec. 41): dobutamina associada à norepinefrina, ou epinefrina isolada, no choque séptico com disfunção cardíaca e hipoperfusão persistente apesar de volume e PA adequados; o protocolo de sepse do HC-UFTM (2026) usa 2,5–20 mcg/kg/min nessa situação. SSC 2026 (rec. 60–61): mantém a sugestão de inotrópico na disfunção cardíaca com hipoperfusão persistente apesar de volume e PA adequados — dobutamina associada à norepinefrina ou epinefrina isolada (condicional, certeza muito baixa), em adição ao vasopressor e não em seu lugar; dados insuficientes para dobutamina vs. milrinona; mantém a sugestão contra levosimendana (rec. 62). As doses acima não mudam.

Fontes: bula-dobutrex-abl, guia-hsl-dobutamina, ssc-2021, ssc-2026, hc-uftm-sepse-2026

Titulação — Suporte inotrópico no baixo débito cardíaco (inclusive choque séptico com disfunção miocárdica)

Faixa usual 2,5–20 mcg/kg/min; máxima usual 40 mcg/kg/min.

Informe o peso para calcular uma dose por kg.

Tabela de titulação

Informe o peso para montar a tabela.

Suporte inotrópico

Pediátrico

Dose: 5 mcg/kg/min inicial · faixa 5–20 · máx. usual 20

Detalhes e fontes

Bula: crianças geralmente 5 a 20 mcg/kg/min, conforme a resposta clínica.

Fontes: bula-dobutrex-abl, guia-hsl-dobutamina

Titulação — Suporte inotrópico

Faixa usual 5–20 mcg/kg/min; máxima usual 20 mcg/kg/min.

Informe o peso para calcular uma dose por kg.

Tabela de titulação

Informe o peso para montar a tabela.

Apresentações

  • Ampola 20 mL com 250 mg de dobutamina (12,5 mg/mL)

    250 mg em 20 mL · 12,5 mg/mL

    Marca confirmada no Brasil: Dobutrex (ABL). Genéricos com a mesma apresentação: Blau, Hypofarma, entre outros.

Diluições padrão

  • 1 ampola (250 mg, 20 mL) + 230 mL de SG 5% ou SF 0,9% = 250 mL → 1000 mcg/mL

    Concentração final: 1000 mcg/mL

    Diluente: SG 5 % ou SF 0,9 % ou Ringer lactato · acesso periférico · estável por 24 h

    Bula: diluída para 250 mL obtém-se 1000 mcg/mL (500 mL → 500 mcg/mL; 1000 mL → 250 mcg/mL); não ultrapassar 5000 mcg/mL. Estável por 24 h a 15–30 °C; não congelar. Administrar em veia de grande calibre com bomba de infusão; acima de 1 mg/mL, preferir cateter central (Guia HSL).

  • 2 ampolas (500 mg, 40 mL) + 210 mL de SG 5% ou SF 0,9% = 250 mL → 2000 mcg/mL (solução concentrada)

    Concentração final: 2000 mcg/mL

    Diluente: SG 5 % ou SF 0,9 % ou Ringer lactato · acesso central · estável por 24 h

    Guia HSL (500 mg/250 mL = 2000 mcg/mL). Concentração acima de 1 mg/mL: acesso central.

  • 4 ampolas (1000 mg, 80 mL) + 170 mL de SG 5 % = 250 mL → 4000 mcg/mL (solução concentrada, restrição hídrica)

    Concentração final: 4000 mcg/mL

    Diluente: SG 5 % · acesso central · estável por 24 h

    Tabela de bomba de infusão do Hospital São Camilo (2023): dobutamina 250 mg/20 mL, 1000 mg em 250 mL (4 ampolas + 170 mL de SG 5 %), 4 mg/mL, posologia 3–15 mcg/kg/min, máx. 20. Acima de 1 mg/mL, acesso central (Guia HSL); a concentração não deve ultrapassar 5000 mcg/mL (bula). A 4000 mcg/mL, 70 kg a 5 mcg/kg/min = 5,3 mL/h.

Compatibilidade e populações especiais

Diluentes: SG 5%; SF 0,9%; SG 5% em NaCl 0,45% ou 0,9%; SG 10%; Ringer lactato; SG 5% em Ringer lactato ou lactato de sódio

Incompatíveis: Bicarbonato de sódio 5% e soluções alcalinas; Hidrocortisona (succinato sódico); Cefazolina; Cefamandol; Cefalotina; Penicilina; Ácido etacrínico; Heparina sódica; Diluentes com bissulfito de sódio ou etanol

Gestação e lactação: Categoria B (bula): estudos em ratos e coelhos não mostraram dano fetal, mas não há estudos controlados em gestantes — usar apenas se claramente necessário. Dados de lactação não constam da bula consultada.

Fontes

  1. BulaDobutrex (cloridrato de dobutamina) 250 mg/20 mL solução injetável – bula para o profissional de saúde — Antibióticos do Brasil Ltda. (ABL) (2016)
  2. Formulário institucionalDobutamina – Guia Farmacêutico do Hospital Sírio-Libanês — Hospital Sírio-Libanês, Serviço de Farmácia (2023)
  3. DiretrizSurviving Sepsis Campaign: International Guidelines for Management of Sepsis and Septic Shock 2021 — Evans L, Rhodes A, Alhazzani W, Antonelli M, Coopersmith CM, French C, et al. (2021)
  4. DiretrizSurviving Sepsis Campaign: International Guidelines for Management of Sepsis and Septic Shock 2026 — Prescott HC, Antonelli M, Alhazzani W, Møller MH, Alshamsi F, Azevedo LCP, et al. (2026)
  5. Formulário institucionalManejo Clínico Gerenciado da Sepse e do Choque Séptico no Paciente Adulto (PRT.HC-UFTM-UVS.004, versão 4) — Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM / Ebserh), Unidade de Vigilância em Saúde (2026)
  6. Formulário institucionalMedicamentos em bomba de infusão – tabela de preparo (Serviço de Informação sobre Medicamentos) — Hospital São Camilo (São Paulo), Guia Farmacêutico (2023)
  7. ArtigoMedicamentos potencialmente perigosos de uso hospitalar – lista atualizada 2019 — Instituto para Práticas Seguras no Uso de Medicamentos (ISMP Brasil) (2019)

Revisão: revisado · versão 1.0.0 · 2026-09-17 · Victor Gonçalves Silveira Barros — CRM 94925/MG — revisão médica

Apoio à decisão: a responsabilidade pela prescrição é do profissional.